O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou mudanças na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), visando aprimorar a identificação dos candidatos. O novo sistema substituirá o preenchimento manual de bolinhas com caneta preta pelo uso de códigos de barras nos cartões-resposta, permitindo a vinculação automática da prova ao participante.
A decisão foi tomada após relatos de candidatos que, na edição de agosto de 2024, esqueceram de marcar corretamente o tipo de gabarito ou transcrever a frase exigida no cartão-resposta. Segundo a ministra Esther Dweck, o novo método eliminará riscos de erro, garantindo mais segurança e precisão no processo de correção.
A tecnologia adotada prevê que cada caderno de questões contenha um código único, identificando o candidato sem expor seus dados pessoais aos corretores. Além de assegurar anonimato e imparcialidade na avaliação, a mudança visa facilitar a correção e agilizar a divulgação dos resultados.
Na primeira edição do concurso, os resultados finais foram publicados 194 dias após as provas, contrariando a previsão inicial de 25 de novembro. O atraso foi causado por um acordo judicial com o Ministério Público Federal (MPF), que permitiu a reintegração de mais de 32 mil candidatos ao processo seletivo.
O edital unificado será uma das novidades da segunda edição. Na primeira, foram publicados oito editais separados conforme os blocos temáticos das vagas disponíveis nos 21 órgãos federais participantes. O governo pretende simplificar o processo, organizando os blocos em um único documento.
A escolha da banca organizadora deve ocorrer em abril, e a aplicação das provas está prevista para o segundo semestre de 2025. A ministra Dweck expressou preferência por realizar os exames em agosto, devido à baixa incidência de chuvas no Brasil, especialmente após os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.
Além disso, o governo confirmou que não haverá edição do concurso em 2026, devido às eleições. "Temos que homologar todos os resultados antes do início do período eleitoral", explicou a ministra.
O concurso de 2024, considerado o maior da história do Brasil, ofereceu 6.640 vagas e registrou mais de 2,1 milhões de inscrições. Para a edição de 2025, duas novas carreiras transversais serão incluídas: Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico, ambas de nível superior.
Essas carreiras possuem atribuições que podem ser desempenhadas em diferentes órgãos da administração pública federal, ampliando as oportunidades para os futuros servidores.