O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na reunião concluída nesta quarta (19), aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 1 ponto percentual. Com essa elevação, a taxa atinge 14,25% ao ano, alcançando o maior patamar desde outubro de 2016. A decisão reflete a preocupação do Banco Central em controlar a inflação no país, que acumula alta de 5,06% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses.
De acordo com o comunicado emitido pelo Copom, a desaceleração da atividade econômica é vista como crucial para alcançar a meta de inflação de 3%. Embora o mercado já esperasse o aumento, o comitê sinalizou que ajustes de menor magnitude podem ocorrer nas próximas reuniões, dependendo da evolução do cenário macroeconômico.
Entre os fatores considerados pelo Copom estão a persistência da inflação em setores como serviços, as incertezas fiscais e a volatilidade do câmbio. Apesar de certa redução nos preços de alimentos, o núcleo da inflação se mantém em níveis elevados, reforçando a necessidade de medidas adicionais para conter a escalada de preços.
Com a nova decisão, especialistas apontam que o Banco Central poderá adotar um ritmo mais lento de ajustes nas próximas reuniões, ou até mesmo pausar o ciclo de alta dos juros, dependendo das condições econômicas futuras. Para investidores e economistas, o foco agora recai sobre os próximos passos do comitê, que deverão calibrar a política monetária em busca de equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo à economia.