A Rússia anunciou a convocação de 160 mil homens entre 18 e 30 anos para ampliar suas Forças Armadas, na maior campanha de recrutamento desde 2011. A medida ocorre em meio a esforços dos Estados Unidos por um cessar-fogo na guerra da Ucrânia.
O presidente russo, Vladimir Putin, busca expandir o contingente militar do país para 2,39 milhões de oficiais e 1,5 milhão de soldados ativos nos próximos três anos. Embora o governo russo afirme que os novos recrutas não serão enviados para combate na Ucrânia, há relatos de soldados que morreram em combate após serem enviados para a guerra.
Enquanto o recrutamento prossegue até julho, a guerra continua intensa, com ataques russos deixando milhares de ucranianos sem energia e novas ocupações de território sendo reivindicadas por Moscou. A convocação ocorre em um momento de expansão militar da Rússia e em resposta às perdas significativas registradas no conflito.
Além do aumento no recrutamento, a Rússia tem ampliado seu efetivo militar com soldados contratados e tropas norte-coreanas. As Forças Armadas russas já foram fortalecidas três vezes desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. O ministro da Defesa russo justificou a expansão das forças como resposta às "crescentes ameaças" e à ampliação da Otan, que incluiu Finlândia e Suécia na aliança militar.
A decisão da Finlândia de abandonar a convenção de Ottawa, que proíbe o uso de minas antipessoais, reflete o aumento da tensão militar entre países vizinhos da Rússia. Medidas similares já haviam sido tomadas por Polônia e pelos Estados Bálticos diante do cenário de guerra.