O número de argentinos vivendo abaixo da linha da pobreza caiu para 38,1% no segundo semestre de 2024, representando uma redução significativa em relação aos 52,9% registrados no primeiro semestre. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a indigência também diminuiu, passando de 18,1% para 8,2%.
O presidente Javier Milei encerrou seu primeiro ano de mandato com índices de pobreza menores do que os de 2023, apesar das medidas econômicas rigorosas implementadas em seu "Plano Motosserra". Essas ações incluíram cortes de subsídios, congelamento de obras públicas e ajustes salariais, que inicialmente elevaram a inflação para um pico de 287,9% em março de 2024.
A partir de abril, a inflação começou a desacelerar, encerrando o ano em 117,8%, o que contribuiu para uma estabilização econômica e aumento do poder de compra das famílias. O PIB argentino também mostrou sinais de recuperação no segundo semestre, com crescimento nos últimos dois trimestres.
Os desafios para 2025 incluem atrair investimentos estrangeiros e manter a confiança da população, especialmente com as eleições legislativas no horizonte.