O Ministério da Saúde confirmou, na sexta-feira (7), o primeiro caso da cepa 1b da mpox no Brasil. A paciente é uma mulher de 29 anos que mora na região metropolitana de São Paulo e teve contato com um familiar que esteve na República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença.
A confirmação foi feita por meio de sequenciamento genético, que permitiu identificar o genoma completo do vírus. Segundo o ministério, a cepa detectada no Brasil é semelhante às registradas em outros países. Até o momento, não foram identificados casos secundários, e a equipe de vigilância municipal segue monitorando possíveis contatos da paciente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já foi notificada sobre o caso. O Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estadual e municipal de Saúde, reforçou a rede de vigilância epidemiológica e intensificou a busca ativa por pessoas que possam ter tido contato com a paciente.
O que é a mpox e como ocorre a transmissão?
A mpox é causada pelo vírus Monkeypox e pode ser transmitida entre pessoas por contato direto com lesões, fluidos corporais e gotículas respiratórias. Também há risco de contaminação por meio de objetos e superfícies contaminadas. Em alguns casos, a doença pode ser transmitida de animais para humanos, principalmente em regiões onde o vírus circula entre animais selvagens.
Os sintomas mais comuns incluem erupções na pele, semelhantes a bolhas ou feridas, que podem durar de duas a quatro semanas. O quadro pode ser acompanhado por febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga e inchaço dos gânglios linfáticos. As lesões podem surgir em várias partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, genitais, ânus e até dentro da boca, garganta e olhos.
Casos mais graves podem causar inflamação no reto, levando a dores intensas, ou inflamação nos órgãos genitais, dificultando a micção.
Medidas de prevenção: As autoridades de saúde reforçam a importância da vigilância e prevenção, incluindo:
O Ministério da Saúde segue acompanhando a evolução do caso e reforçando ações para evitar a disseminação da nova cepa no Brasil.